quarta-feira, 4 de junho de 2008

DOR-DE-COTOVELO

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Foi mesmo por estar tão magoado
ainda que refém do teu fascínio,
que ouvi por toda a noite
Lupicínio,
falando ao meu peito machucado.
.
Sozinho...sem um amigo que me escute.
Apenas o silêncio da tristeza.
Dois dedos batucando sobre a mesa
e o gelo tilintando no vermute.
.
Calado o peito grita de dor tanta
e enquanto de ingrata eu te chamo,
ao mesmo tempo digo que te amo,
na voz que, rouca, trava na garganta.
.
O imenso desespero alonga a noite,
procuro evitar qualquer lembrança,
mas sinto a tua mão que me alcança
e o afago do passado hoje é açoite.
.
Soluço... não tem jeito... e desatino.
Vontade de abraçar-te neste instante,
viver de novo o beijo — tão distante...
contigo escrever um só destino.
.
Pedir perdão por tudo o que eu fiz,
e até do que não fiz pedir também.
Ouvir da tua boca "és meu bem!"
e ser pra sempre o homem mais feliz.
.
(...)
.
Preciso me deitar, já amanhece.
Sonhar tendo o teu corpo por regaço,
pois sei que até dormindo, se te abraço,
teu corpo, mesmo em sonho, me aquece.
.
Antoniel Campos
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Um comentário:

© efeneto disse...

Já não venho a tempo de desejar bom fim-de-semana porque o tempo não deu.
Apenas tenho tempo de desejar uma óptima semana cheia de sonhos concretizados.
Porque o tempo agora me permite fica a promessa que voltar para “perder tempo” consigo.
Até lá perca tempos nestes;

Caminhos

É na busca ocasional da poesia
que fulgentes luas me habitam.

Como doem as portas cerradas!

São pedras floridas de musgo
caminhos que ninguém pisa.

Sobra o portal do templo
arcaria que o tempo emoldura.