terça-feira, 11 de agosto de 2009

ACORRENTADA


Rondas meu espaço
Esperas o sinal
[a carne]
.

Momento do bote
Cheiro no cangote
[fatal]
.
Narcotizas-me
Beijas-me
Acorrentas-me
.
Arrancas-me as vestes
Estás prestes
A morder
.
Zombo de ti
Lúdica violência
[impertinência]
.
Desafio-te com os seios
Empino-os de permeio
Aos olhares [tiroteio]
.
Embora acorrentada
À tua vida atrelada
Sou legítima
.
Levo-te à exaustão
E na ânsia do perdão
Recuso-me a ser tua vítima.
.
Lílian Maial

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3 comentários:

Branca disse...

Lindo demais! Quisera eu escrever assim. Perfeito!


bjos

Silvia disse...

Wow! Acorrentada com as correntes do amor. Engracado esse jogo de seducao, submissao e desafio. Lindo poema. Encantadora gradacao.

Adrian LaRoque disse...

Eu acabei por me perder no teu blog!