quinta-feira, 12 de novembro de 2009

ACONCHEGAR


Aconchegar-me em seu peito,
como se protegido por asas, eu quero.
Faz frio, a noite é abissal e ameaçadora,

mas seu braço é todo suavidade e acolhimento.
.
Deixa-me ficar assim como forasteiro
encolhido entre lenha, fogões e cinzas,
sonhando com dias de caminhos percorridos.
.
Prometo não volver meu olhar ao seu,
ficarei quietinhao na amplidão da madrugada,
no líquido dos sonos,
respirando à beira dos segredos,
indiferente a eternidade que rola
nas cachoeiras do céu.
.
Tudo o que peço é ficar aqui
próximo do coração e da alma,
acariciando com mãos de esquecimento
a maciez do repouso.
.
Zeca Corrêa Leite

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2 comentários:

Adolfo Payés disse...

Que tiernos versos.. excelentes..


Un beso

Un abrazo
Saludos fraternos.

Que tengas un buen fin de semana..

Sylvia disse...

Essa e a malhor maneira de repousar! Que lindo!