domingo, 24 de junho de 2007

O LIMITE DA DOR

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Estranho é perceber
Que a dor que agora eu sinto
Não vem do amor que eu tenho por você,
Pois este resistiu ao tempo,
À ausência e à distância,
Resistiu até às nossas escolhas
E sobreviveu...
Sensível, profundo, inteiro,
Pois tu fostes e ainda é,
Razão de muitos poemas
E a minha maior fonte de inspiração.
Estranho é perceber
Que a dor que agora eu sinto
Vem do fato de te querer
E não poder te ter.
Estranho é perceber
Que a dor não tem limite para doer
E dói até não mais poder
E quando não pode mais doer
Mata o meu bem querer.
E então o jeito é renunciar ao sonho,
Fazer outras escolhas,
Matar a tal da esperança,
Respirar fundo e continuar a viver.
Sabendo que está faltando alguma coisa,
Sabendo que nada mais vai ser como antes,
E que remontar os meus desmontados pedaços
Vai ser tarefa árdua para o tempo
Que paciente vai anestesiar o meu pranto,
Secar minhas lágrimas e fazer parar de doer.
Não cabe um adeus neste momento,
Até por que já foi dito,
O amor desconhece o significado
Da palavra adeus.
Cabe sim, aprisionar-te em meus versos,
Sem no entanto revelar o teu nome.
Cabe sim, homem que eu amo:
Mentir para a minha emoção,
Cometer talvez mais um engano
E transformar-te numa lembrança,
Que eu sei estará sempre presente,
Só que de um jeito suave,
Sem dor em meu coração.
.
NaldoVelho

(adapt)

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Um comentário:

Ivy disse...

Oi Sil,
sempre que recebo a sua visita abro um sorriso!!rs
Trago pra vc uma mensagem
e desejos de uma semana magnífica!!

"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substiui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso."
Charles Chaplin

Então Sil,
tenha um lindo final de tarde e bons dias pela frente..
bjs