terça-feira, 20 de outubro de 2009

BOCA


Boca é entrada,
Chave de todos os recatos.
Do gosto, no rosto, de todos os sabores.
Do medo, no seio, de todos os pudores.
Do vício, no cio, de todos os pecados.
.
Boca é surpresa,
Caixa mágica de todos os delírios.
Do arrepio, no toque, das carnes trêmulas.
Do desafio, no começo, dos recantos escondidos.
Da procura, no escuro, de todos os resquícios.
.
Boca é jazigo,
Túmulo inviolável das individualidades.
Do selo, na saliva, dos fluidos pessoais.
Do lacre, na mordida, das marcas digitais.
Do sacro, na súplica, da saciedade.
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Boca é sedução,
É a fonte de todos os desejos.
Do sexo, animal, de dentes afiados.
Da carne, sensual, de ventres inflamados.
Do amor, integral, que revive a cada beijo.
.
Lilian Maial

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3 comentários:

Adolfo Payés disse...

Bello poema.. me quedo con la boca de tus versos..


Un abrazo
Con mis Saludos fraternos de siempre..

Sylvia disse...

Um beijo pra voce!

petrucian disse...

ainda te amo.
te adoro.
te amo e te adoro.